Paróquia dos Álamos em destaque com duas festas

© Sílvio Mendes

Serão em louvor de São João Batista (o padroeiro) e do Santíssimo Sacramento.

A paróquia dos Álamos, cuja igreja fica situada na freguesia de Santo António está em destaque com a celebração das suas duas festas de Verão.
O Pe. Héctor Figueira, pároco dos Álamos refere que «a paróquia dos Álamos desde o início da sua atividade, a 1 de janeiro de 1960, tem festejado São João Batista no último domingo de junho e, no domingo seguinte, o Santíssimo Sacramento, com exceção de 2004, ano em que se celebrou no fim de outubro, já na igreja dedicada no dia 26 do mês anterior. Isto nos conta o Sr. Prof. José Manuel Faria Camacho, que recorda que a dita festa do nosso orago era e é antecedida por a novena e romagem, fixada esta na véspera da solenidade, logo que se iniciou a construção do novo templo, em 1997».

© Sílvio Mendes

Sublinha que «este ano, os temas da novena a São João Batista, inspirados em intervenção do Papa Francisco, têm sido os seguintes: «canonizado maior nascido de mulher»; «Deus vence com humildade»; «diminuir, diminuir, diminuir»; «És Tu quem deveria vir?»; «glória e anonimato»; «homem maior, justo e santo»; «o cárcere – alguma incerteza»; «o estilo de Deus»; «última renúncia – o sepulcro». São meditados em cada um dos dias em que a ladainha e a Missa têm por intenção os sítios da paróquia:

6.ª-feira, 15 de junho, às 18h – Lugar do Meio;
sábado, 16 de junho, às 18h – Ribeira Grande;
domingo, 17 de junho, às 9h – Missa pelo Lombo Jam­boeiro;
2.ª-feira, 18 de junho, às 19h – Salão;
3.ª-feira, 19 de junho, às 19h – Santana;
4.ª-feira, 20 de junho, às 19h – Galeão;
5.ª-feira, 21 de junho, às 19h – Olival, Água de Mel e Penteada;
6.ª-feira, 22 de junho, às 19h – Álamos;
e sábado, 23 de junho (após romagens pelos ditos sítios com a Banda Filarmónica de Santo António (BFSA), desde as 13 horas, e do convívio da catequese). Depois decorrerá a Vigília da Solenidade do Nascimento de São João Batista, às 19 horas, com especial participação da catequese e dos escuteiros.

© Sílvio Mendes

Seguem-se, nessa noite, as marchas do Galeão, Sagrada Família e BFSA e o conjunto musical de Miro Freitas e outros.

No domingo, 24 de junho, às 17h, haverá a Missa do Dia do Nascimento de São João Batista, com especial participação da catequese e da Confraria do Santíssimo, seguida de procissão até o largo de Santana, acompanhada pela BFSA. Junta-se-lhe então o conjunto musical Electro Band.

No sábado, 30 de junho, às 19 horas, haverá a Missa da Véspera do Santíssimo Sacramento, com especial participação do Conselho Pastoral e dos escuteiros. Estará connosco o conjunto musical Animatura.

No Domingo do Senhor, 1 de julho, pelas 15h, os paroquianos e devotos trazem flores previamente preparadas e fazem com elas o tapete ao Santíssimo. Às 17 horas, celebraremos a Missa do Dia do Santíssimo Sacramento, com especial participação da Confraria a Ele dedicada, seguida de procissão ao sítio da Ribeira Grande, acompanhada com a BFSA. Associa-se-lhe então o conjunto musical Electro Band».

© Sílvio Mendes

O Pe. Héctor Figueira destaca o ambiente festivo que a paróquia dos Álamos vai ter referindo que «nos quatro dias de festa exterior, desde logo antes da Missa e até à meia-noite haverá barraca de comes e bebes, animação musical e, fruto das romagens, bazar, em benefício da Paróquia.

A Conferência Vicentina de São João Batista, os acólitos, o agrupamento 1347 do Corpo Nacional de Escutas, a catequese da infância e adolescência, a Confraria do Santíssimo Sacramento, o Conselho Económico, o Conselho Pastoral, os irmãos e saloios que levam o Divino Espírito Santo, os leitores, os ministros extraordinários da Comunhão, o Movimento da Mensagem de Fátima, os músicos e cantores da liturgia, o «Præsidium» de Nossa Senhora do Rosário de Fátima da Legião de Maria, paroquianos e demais pessoas que participam na vida da Paróquia – todos estamos convidados a colaborar ativamente nas festas litúrgicas e nas expressões exteriores que delas brotam».

© Sílvio Mendes

A concluir faz um convite para que todas as pessoas que puderem festejem com os paroquianos dos Álamos estes dias de convívio e animação.

 

Sílvio Mendes

 

Sobre o significado da designação dos sítios da paróquia dos Álamos, conforme investigação do Sr.  Prof. José Manuel Faria Camacho.

Sítio dos Álamos — Fica a Sul da igreja paroquial e que deu o seu nome à paróquia, a partir da sua criação em 1 de Janeiro de 1961. O nome do sítio provém da existência, naquele local, em tempos primitivos, de muitos álamos, árvores de folhas verde-claras, espécie de choupo, faia ou ulmeiro, as quais atualmente existem na ribeira Brava e Serra de Água. Fica neste sítio a capela de Nossa Senhora do Amparo, que presentemente sofre obras de restauro na sua estrutura e telhado; data da época do povoamento da ilha, pertencendo esta capela à sede do morgadio que ali se edificava e que atualmente está em ruínas. Recentemente foram construídas neste sítio as Piscina Olímpicas, que, erradamente, são mais conhecidas por piscinas da Penteada.
Sítio da Ribeira Grande — O sítio da Ribeira Grande fica situado na margem leste da Ribeira de Santo António, tirando dela o seu nome. Atualmente é quase todo formado pelo conjunto habitacional do mesmo nome. Neste sítio fica instalado o Gabinete municipal das zonas altas, bem como o Grupo de Campismo de Santo António. Presentemente tem uma grande densidade populacional.
Sítio da Penteada — É um pequeno sítio que fica no Sul da paróquia. O seu nome deve-se ao facto de ter pertencido, em 1481, como diz «Saudades da Terra», a um escudeiro chamado Fernão Penteado. Deste nome surgiu mais tarde o de Penteada. Atualmente existe um mercado municipal que recebeu este nome e que é conhecido pela maioria dos funchalenses, bem como um conjunto habitacional com a mesma denominação. Aqui funciona o Centro de Dia da Penteada.
Sítio do Salão — Jesus ungiu os olhos do cego com a lama. É o sítio onde está implantada a sede da paróquia, a igreja. Fica situado entre os sítios da Ribeira Grande, Lugar do Meio, Lombo Jamboeiro, Álamos e Olival. O seu nome deve-se à natureza do terreno; em muitos lugares não aparece terra firme. A sua população tem vindo a crescer nos últimos anos. Atualmente foi construído neste sítio, a Oeste da igreja, o Arquivo Regional da Madeira.
Sítio do Lugar do Meio — Sítio muito extenso e íngreme, que fica situado a Norte da estrada de circunvalação desta área, a Leste da Ribeira de Santo António e faz partilha com o concelho de Santana, na zona do Pico do Areeiro, mais propriamente na freguesia de São Roque do Faial. É povoado na parte sul e a sua população tem vindo a aumentar. A origem do seu nome deve-se ao facto de, segundo o escritor e historiador P.e Fernando Augusto da Silva, ficar entre a ribeira de Santo António e a partilha com a freguesia de São Roque. Nas «Saudades da Terra» é levantada a hipótese de o seu nome se dever ao facto de ficar entre dois lombos de sesmarias: o dos Aguiares e o de Jamboeiro.
Sítio do Lombo de Jamboeiro — O sítio do Lombo de Jamboeiro é também um dos maiores e mais extensos da paróquia, fazendo fronteira com o concelho de Santana, mais propriamente com São Roque do Faial, na zona do Chão da Lagoa e do Pico do Areeiro. Acompanha em extensão o do Meio, a Oeste, e o do Galeão, a Leste. O seu nome deve-se ao escudeiro de D. Afonso V, que veio para esta ilha em 1450, para casar com uma das netas do descobridor João Gonçalves Zarco e filha do segundo capitão donatário, João Gonçalves da Câmara, ao qual foram dadas terras para colonizar naquele Lombo. Aquele escudeiro enriqueceu com os cereais que recebia dos seus caseiros, criando uma frota de carros de bois, que circulavam por todo o Funchal da época. Ficou, por isso, conhecido como João Boieiro, que evoluiu e deu nome ao atual lombo: Jamboeiro.
Sítio do Galeão — É um sítio muito extenso e, tal como o do Lugar do Meio e do Lombo Jamboeiro, faz partilha com o concelho de Santana, mais propriamente com a freguesia de São Roque do Faial. É muito populoso e tem vindo a aumentar nos últimos anos. O seu nome deve-se ao facto de, em tempos primitivos, possuir um taberna chamada «Galeão», que era pertença de um navegador, que chegara à ilha num dos galeões, que por aqui passavam com destino à Índia e ao Brasil. Este navegador caiu nas graças do capitão donatário e por aqui ficou recebendo terras de sesmaria de São Roque. Este sítio deu nome à atual Escola Básica do Primeiro Ciclo com Pré-Escolar do Galeão, ali erguida originalmente mas hoje situada no sítio de Santana. Neste mesmo sítio se encontra a Escola Básica do Segundo e Terceiro Ciclo Dr. Brazão de Castro, também ainda conhecida por Galeão.
Sítio de Santana — Este sítio recebeu o nome, do culto que se prestava numa capela ali existente dedicada a Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria, Mãe de Jesus. O culto ali continuou ao longo dos séculos até aos nossos dias. Durante algum tempo, enquanto a cripta da igreja paroquial estava em construção, serviu de sede paroquial. Sofreu obras de restauro, encontrando-se em bom estado de conservação. Durante os anos em que foi votada ao abandono, desapareceram as imagens de Santa Ana e São Joaquim, levadas por alguém que as guardou em casa, para não serem roubadas; só foram repostas no local depois do restauro da capela, nas vésperas da «reinauguração». Este sítio tem duas escolas básicas, a do Primeiro Ciclo com Pré-Escolar do Galeão e Básica do Segundo e Terceiro Ciclo de São Roque (com secundário), um Centro de Saúde e, na Urbanização do Galeão, o Centro de Convívio de São Roque.
Sítio da Água de Mel — É um pequeno sítio que deve o seu nome ao morgadio que ali existiu e tinha a sua sede junto à capela do amparo. Pertenceu a um fidalgo colonizador, que recebeu esta terra em sesmaria. Este dedicou-se à apicultura, possuindo muitas colmeias, que produziam mel, alimento muito importante na época. O cheiro a mel pairava no ar. Perto das colmeias havia uma nascente, onde os caseiros iam buscar água para misturar com o mel, resultando daí o hidromel ou água de mel. Esta expressão deu nome ao morgadio e, mais tarde, a este sítio, perdurando até aos nossos dias.
Sítio do Olival — É o sítio defronte do alçado leste da igreja paroquial. Não sabemos bem a origem do seu nome mas, com diz «Saudades da Terra», ele provém talvez do facto de ter havido, nesta zona, um terreno com oliveiras, de cujas azeitonas se extraía um importante alimento e combustível de outrora, o azeite.

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