À bordadeira

As bordadeiras trazem, nas mãos, o ofício de sonhar futuros que, muitas vezes, não lhes pertencem. Trazem, nos olhos, a precisão de cada gesto, de cada ponto, de cada laçada.
São mulheres-poetas cujos dedos conhecem os caminhos certos: do ponto francês, do ponto sombra, do ponto ana, do matiz ou do bastido, como se esses caminhos fossem como os outros: os que tratam da casa, os que cuidam dos filhos, os que amanham a terra… E bordam jardins em campos de linho e de cambraia. Vestem de beleza as mesas, as camas, as vidas… Vestem-se de um amor infinito, porque só o amor é capaz da arte.

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